Fiche Film
Cinéma/TV
LONG Métrage | 1998
Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás
Pays concerné : Brésil
Durée : 75 minutes
Genre : société
Type : documentaire

Français

Titre français : Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás
Résumé français : Atlântico Negro realiza viagem às raízes da religiosidade brasileira

Vídeo é o primeiro de uma série sobre as relações Brasil-África

La volonté d’éclairer les relations entre le Brésil et l’Africa ont inspiré le réalisateur Renato Barbieri et l’historien Victor Leonardi. Ils on créé une série de quatre documentaires appelée Atlântico Negro.

Le premier film de la série, fait en video, Na Rota dos Orixás, a été sélectionné au 31è Festival de Brasília do Cinema Brasileiro et a participé à des manifestations comme le « Dia Nacional da Consciência Negra » (Jour National de la Conscience noire, le 20 novembre).

Na Rota dos Orixás apresenta la grande influence africaine sur la religion brésilienne.

Un des moments les plus impressionnant de ce documentaire c’est la rencontre de descendants d’esclaves de Bahia qui partent au Benin, un pays africain inconnu par la majorité des Brésiliens, où sont mainteneus des traditions d’un passé séculaire.

Le réalisateur nous fait découvrir les fondements de la culture gêgê et nâgo dans les terreiros de Salvador d’une part mais aussi au Maranhão où la même culture donna naissance au Tambor de Minas.

L’ originalité du concept réside dans les interractions que le documentaire propose entre babalorixas brésiliens et africains. Ou quand deux continents s’interpellent par vidéos interposées…moments forts.

Outre sa force émotionnelle le documentaire brille aussi par sa précision historique : prédominances de certaines ethnies dans certains ports du Brésil (pendant l’esclavage et la déportation), découverte des « agoudas » ou « agudas » ces descendants d’esclaves qui on fuit le Brésil et peuplent aujourd’hui des grandes villes du Bénin, formant des communautés à la culture très brésilienne…en Afrique.

Ne vous laissez pas rebuter par l’ absence de sous-titres car la plupart des entrevues en Afrique sont en français et il serait dommage que vous ratiez ce documentaire exceptionnel.

Guilhem. redaction capoeira-france
http://www.capoeira-france.com/Articles/100/candomble-une-part-d-afrique-en-territoire-bresilien

ATLÂNTICO NEGRO – NA ROTA DOS ORIXÁS
Pay: Brésil
Ano: 1998
Durée : 1h15min
Réalisateur : Renato Barbieri.
Lieux de tournage : Bénin, Maranhão et Bahia (Brésil).
Langues : portugais, français, fon et yoruba.
Bonus français :

English

Titre anglais : Black Atlantic : on the Orixás route
Résumé anglais : Documentary directed by Renato Barbieri and produced by the Pólo de Cinema e Vídeo of Brasília (Brazil), featuring the black diaspora – the slave commerce between Africa and America, which spreaded black people in this continent.

The waters of the Atlantic brought the slaves from Africa to Brazil, their bodies in chains but their souls still tied to mother Africa. This Brazilian-made film takes us to both shores, to how spiritual life, dance and song came with the captive people and took root in the new soil. Among the many traditions were the language and gods of Yoruba and Jejes from the Republic of Benin. Today, when Brazilians revisit Africa, they teach the Africans the culture that these descendants of slaves keep alive in Brazil. The documentary is a testimony to some of the ironies of the diaspora »-Container.

Format:Video
Physical Description.:1 videodisc (55 min.) : sd., col. ; 4 3/4 in.
Language:Portuguese
Language:In Portuguese with English subtitles.
Note:Originally produced in 1998 by Instituto Itaú Cultural Videografia.

Production Credits:
Director of photography, Carlos André Zalasik;
editor, Saulo Lanounier;
narrator, João Acaiabe.

Format:DVD.

Contributor:Barbieri, Renato.
Instituto Itaú Cultural Videografia.
Filmakers Library, inc.

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Documentário dirigido por Renato Barbieri e produzido pelo Pólo de Cinema e Vídeo do DF, mostrando a diáspora negra – o tráfico negreiro entre África e América, que espalhou o povo negro pelo continente.

Atlântico Negro realiza viagem às raízes da religiosidade brasileira

Vídeo é o primeiro de uma série sobre as relações Brasil-África

Um relato realista e comovente das relações entre Brasil e África inspirou o videomaker Renato Barbieri e o historiador Victor Leonardi a criar uma série de quatro documentários chamada Atlântico Negro.

O primeiro filme da série, feito em vídeo, Na Rota dos Orixás, entra em cartaz depois de ser elogiado no 31º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e de participar de eventos como o Dia Nacional da Consciência Negra.

Na Rota dos Orixás apresenta a grande influência africana na religiosidade brasileira. Na fita, Renato Barbieri mostra a origem de as raízes da cultura jêje-nagô em terreiros de Salvador, que virou candemblé, e do Maranhão, onde a mesma influência gerou o Tambor de Minas.

Um dos momentos mais impressionantes deste documentário é o encontro de descendentes de escravos baianos que moram em Benin, um país africano desconhecido para a maioria do brasileiros, mantendo tradições do século passado.

Historiadores, antropólogos e sacerdotes africanos e brasileiros relatam fatos históricos e dados surpreendentes sobre inumeras afinidades culturais que unem os dois lados do Atlântico.

Filmado no Benim, no Maranhão e na Bahia.
Falado em português, francês, fon e iorubá.

O Filme
Documentário dirigido por Renato Barbieri
35MM, COR, 1998, 54 min.

O documentário Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás faz uma viagem no espaço e no tempo, em busca das origens africanas da cultura brasileira.
Partindo das mais antigas tradições religiosas afro-brasileiras: o Candomblé da Bahia e o Tambor de Mina do Maranhão, Atlântico Negro – Na Rota dos Orixás transporta os espectadores para a terra de origem dos orixás e voduns: o Benim, onde estão as raízes da cultura jêje-nagô.

Poucos brasileiros ouviram falar do Benim, o antigo Daomé. No entanto, muitos têm na história de seus antepassados estreitos vínculos com esse país.
A cidade de Uidá foi um dos mais importantes portos de embarque de escravos para o Brasil.
Historiadores, antropólogos e sacerdotes africanos e brasileiros relatam fatos históricos e dados surpreendentes sobre as inúmeras afinidades culturais que unem os dois lados do Atlântico.

Filmado nos estados do Maranhão e Bahia, bem como no Benim-África.

Realização: Videografia Criação e Produção em 1998.

Direção Renato Barbieri
Projeto e Roteiro Victor Leonardi e Renato Barbieri
Pesquisa Victor Leonardi
Direção de Fotografia Carlos André Zalasik
Som-direto Samuel Braga
Montagem Saulo Lamounier
Trilha Sonora Original Kodiak Bachine
Audio-Design Ricardo Gonçalves
Narração João Acaiabe
Produção no Benim Milton Guran
Produção no Maranhão Tião Carvalho
Produção na Bahia Paula Maria dos Santos
Direção de arte Carmen Ferreira e Fabiano Maciel
Arte em Computação Rui Amaral
Consultor Milton Guran
Consultoria Geral Alberto da Costa e Silva
Projeto Gráfico Carmen Ferreira e Marilda Donatelli

Site: http://www.videografia.com.br/


Prêmios e Festivais

– PAFF, Pan African Film Festival Los Angeles, 2002
– African Film Festival em Leuven Bélgica, 2001
– Africa in the Picture Amsterdam – Holanda, 2001
– Prêmio Pierre Verger: Excelência ABA Associação Brasileira de Antropologia, 2000
– Bilan du Film Ethnographique Musée de l’Homme Paris, 2000
– Pré-INPUT Panamá, 2000
– Festival Racines Noires Paris, 2000
– Festival de Cinema de Tróia Setúbal, 2000
– Festival de Jazz de New Orleans EUA, 2000
– Indicação Oficial de Melhor Documentário ao « I Grande Prêmio Cinema Brasil », 2000
– Prêmio « Margarida de Prata 1999 » CNBB
– 52º Festival Internacional do Filme de Cannes, 1999
– Seleção Oficial do Festival « 50 Ans de Cinéma Brésilien: Du Cinema Novo au Nouveau Cinéma » Paris, 1999
– Seleção Oficial no 3º URBANWORLD Film Festival Nova York, 1999
– 6º Vitória Cine Vídeo – « Melhor Filme Documentário » e « Melhor Fotografia » Vitória, 1999
– 6º Festival Internacional do Filme Etnográfico « Prêmio Manuel Diégues Júnior », Rio de Janeiro, 1999
– 6º Festival de Cinema de Cuiabá « Melhor Filme Documentário » pelos júris Oficial e Popular, 1999
– Jornada Internacional do Filme da Bahia/Salvador, 1999
– 4º Festival Internacional de Documentário É Tudo Verdade São Paulo,1999
– 2º Mostra de Cinema de Tiradentes – Minas Gerais, 1999
– Filme de abertura do 31º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro Prêmio « Câmara de Cinema », 1998
– Semana da Consciência Negra Instituto Göethe de Salvador, 1998
– II Festival Internacional do Filme Etnográfico e Documentário de Belo Horizonte, 1998


A trilha
Gravada no Cypressstudio em Abril 1998.
Operador de som: Marcelo Mendes de Freitas


Para essa trilha Kodiak Bachine precisou trabalhar « a toque de caixa ».

Contou com menos de 20 dias para conceber, pesquisar, gravar, mixar e finalizar os 11 temas que adicionariam as imagens a ambientação necessária.

Apesar de serem temas curtos, vários instrumentos foram utilizados dentre eles flautas indígenas, maracas, pau-de-chuva, calimbas, instrumentos de percussão, sintetizador, etc. e instrumentos não convencionais como: dois cilíndros vazios de extintores de incêndio, varetas de bambu, moedas e sementes.


Nos samplers e edição de sons nos computadores, Kodiak contou com a inestimável assistência e participação criativa de Daniel Lemos.

ATLÂNTICO NEGRO – NA ROTA DOS ORIXÁS
País de Origem: Brasil
Ano: 1998
Duração: 75min

Consultoria: Alberto da Costa e Silva,
Direção: Renato Barbieri,
Pesquisa: Victor Leonardi,
Narração: João Acaíbe,
Roteiro: Renato Barbieri, Victor Leonardi,
Fotografia: Carlos André Salazik,
Montagem: Saulo Lamounier Moretti,
Direção de arte: Carmem Figueredo, Fabiano Maciel,
Trilha sonora: Kodiak Bachine,
Som: Samuel Braga,
Produção: Albina C. Ayala, Itaú Cultural, Renato Barbieri, Videografia,
Idioma: Português
Ano: 1998
Local:Brasília DF – Brasil
Duração: 54 minutos
Cor:Cor
Bitola: 35mm
Gêneros: Documentário

Temas: O Cinema, o Brasil e sua História: Colônia, Império e República – Que País é Este?, O Negro e a Escravidão: Suas Lutas e Conquistas, As Minorias e a Exclusão Social: o Idoso, o Índio, a Mulher, o Negro e os Portadores de Deficiências – Cinema Revela e Denuncia Trajetórias

Prêmios:
Prêmio Câmara de Cinema – XXXI Festival de Brasília do Cinema Brasileiro/DF, 1998;
Troféu Margarida de Prata/CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), 1999.
Bonus anglais :