Fiche Personne
Journaliste

Marta Lança

Portugal

Français

Marta Lança est une journaliste portugaise née Lisbonne en 1976. Créatrice et éditrice du site Internet BUALA.
Comme free-lance: journaliste, traductrice, rédactrice en chef et productrice de documentaires.

Elle a un doctorat en Littérature portugaise (FCSH – Universidade Nova de Lisboa).
Directrice du magazine V-Ludo (2000-01). Elle écrit des articles pour des publications portugaises (journal Público, DN, Le Monde Diplomatique PT et le magazine LER).

Depuis 2004, elle se dédie aux cultures africaines : elle a vécu au Cap-Vert (revue Dá Fala, avec le soutien Gulbenkian, IPAD – 2004-5); en Angola (Université Agostinho Neto; Triennale de Luanda; journaliste et chercheur); au Mozambique (Dockanema 2009). Elle a également habité à Rio de Janeiro pendant six mois pour établir BUALA au Brésil.
Elle a organisé Roça Língua, un rendez-vous et résidence d’écriture avec des auteurs de langue portugaise en S.Tomé e Prince (2011).

Elle est désormais basée à Lisbonne, où elle travaille comme journaliste, comme programmatrice du Zona Franca et comme productrice de documentaires en l’Afrique.

English

Marta Lança is a Portuguese jornalist, born in Lisbon in 1976.
Phd student on Artistic Studies at FCSH – University Nova de Lisboa where she holds a post graduation degree in Portuguese Literature.

She has been working as a free-lance journalist, translator, editor and producer. She was professor Fernando Gil’s assistant and organized two summits: « The Process of Believe » and « New Robotics » (Gulbenkian, 2003). Having widely written for the Portuguese mainstream press (Público, Diário de Notícias, Le Monde Diplomatique, LER), Lança was chief-editor of V-Ludo cultural magazine (2000-01). These editing experiences lead her to Cape Verde, where she launched cultural magazine Dá Fala, support by Gulbenkian and IPAD (2004). From that period on, Lança’s focus has turned into contemporary culture in African Portuguese-speaking countries. She lived in Luanda for three years where, besides working as a journalist and teaching Literature at Agostinho Neto University, she collaborated with Luanda Triennalel (running an art gallery) and worked as a producer at Luanda Film Festival.

In 2009, within the frame of INOV-ARTES program, she worked at DOCKANEMA, Maputo’s Documentary film festival. She has worked as reasearcher and producer in film documentaries, namely Eu Sou África, Maria João Guardão (2010); Triângulo (2012); No trilho dos Naturalistas (2014).

In 2010, prior to the launch of the website BUALA (at São Paulo Biennial) of which she is Chief-Editor, she lived in Rio de Janeiro for half a year.

As a curator she organized Roça Língua (S. Tomé e Príncipe 2011), an encounter and book for portuguese speaking writers. Lança co-curates the cultural program at Lisbon based Zona Franca. In this year she translated to portuguese A Crítica da Razão Negra, by Achille Mmbembe and organized a collaborative book about the topic of Body in essays and artistic’s studies.

Português

Marta Lança é uma jornalista portuguesa, nascida em Lisboa em 1976. Doutoranda em Estudos Artísticos na FCSH – Universidade Nova de Lisboa, onde se formou em Línguas e Literaturas Modernas, variante Estudos Portugueses, e em Literatura Comparada e Edição de Texto.

Trabalhou como free-lancer: jornalista, tradutora, editora e produtora. Criou a revista temática e experimental V-ludo (2000). Escreveu em várias publicações (revista LER, jornalPúblico, DNA e Le Monde diplomatique).
Traduziu livros e artigos do francês.

Desde 2004 dedica-se a questões culturais entre Africa, Europa e Brasil. Viveu em Cabo Verde (onde criou a revista cultural Dá Fala, 2004-5); em Angola (Universidade Agostinho Neto, Trienal de Luanda, Festival de Cinema de Luanda, colabora com Novo Jornal e revista Austral); em Moçambique (Dockanema, 2009 programa Inov-art) e Rio de Janeiro. Pesquisa e produção nas séries documentais Eu Sou África (RTP 2), Triângulo (co-produção Portugal, Brasil e Angola) e No Trilho dos Naturalistas: expedições botânicas em África (Terratreme, Universidade de Coimbra). Foi co-editora da revista Jogos Sem Fronteiras. Comissariou o Roça Língua, a primeira residência de escrita de autores de língua portuguesa, em S.Tomé e Príncipe (2011). Faz programação do Zona Franca. Traduziu Crítica da Razão Negra, do Achille Mbembe (Antígona). Em 2010 criou o portal BUALA do qual é editora. Trabalhou também como editora do portal Rede Angola.