Littérature / édition
"Por detrás do espelho, olho amarelo da vida, as crianças deslizam e crescem em silêncio, mestres na arte de praticar o bem e exercer o mal. Correm junto ao chão a espantar a vida, a espantar-se da vida e "levantam os olhos do mundo mínimo" para, no oco do silêncio, nos revelarem o Kinaxixi como centro do mundo, lugar íntimo e secreto de celebração da vida e da morte, por onde todos já passámos um dia, um momento, uma leitura. Aqui, José Luandino Vieira multiplica, em três histórias que se continuam umas nas outras, toda a "sabença" com tempo de raiz e tempo de semente e que não é senão a escrita de que é mestre absoluto. Um inventário do riso cresce nos voos das vozes a que cada palavra acrescenta um rasto de silêncio, acelera o tempo do discurso e põe em germinação uma arte poética em cada frase: "as flores fervem as cores". Rente às palavras e nos limites da água os "surdos corredores da memória" rebentam nas mãos o mapa da cidade vivida, o alumbramento deste antigamente na escrita."
Ana Paula Tavares
NOUVELLES | 2007
No Antigamente, Na Vida
José Luandino Vieira
Pays concerné : Angola
Edition : Caminho
Pays d'édition : Portugal
ISBN : 9789722116848
Dewey : Littérature
Livre numérique
Prix : 8.90
Parution : 2007
Português
Estórias do escritor angolano José Luandino Vieira. Primeira edição en 1974.
"Por detrás do espelho, olho amarelo da vida, as crianças deslizam e crescem em silêncio, mestres na arte de praticar o bem e exercer o mal. Correm junto ao chão a espantar a vida, a espantar-se da vida e "levantam os olhos do mundo mínimo" para, no oco do silêncio, nos revelarem o Kinaxixi como centro do mundo, lugar íntimo e secreto de celebração da vida e da morte, por onde todos já passámos um dia, um momento, uma leitura. Aqui, José Luandino Vieira multiplica, em três histórias que se continuam umas nas outras, toda a "sabença" com tempo de raiz e tempo de semente e que não é senão a escrita de que é mestre absoluto. Um inventário do riso cresce nos voos das vozes a que cada palavra acrescenta um rasto de silêncio, acelera o tempo do discurso e põe em germinação uma arte poética em cada frase: "as flores fervem as cores". Rente às palavras e nos limites da água os "surdos corredores da memória" rebentam nas mãos o mapa da cidade vivida, o alumbramento deste antigamente na escrita."
Ana Paula Tavares
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