Fiche Personne
Ecrivain/ne

José Luandino Vieira

Angola, Portugal

Français

José Luandino Vieira, pseudonyme de José Mateus Vieira da Graça (né le 4 mai 1935 à Vila Nova de Ourém au Portugal), est un écrivain angolais, poète, conteur, traducteur, lauréat du prix Camões en 2006. Il a également utilisé les pseudonymes de José Graça et José Muimbu.



José Luandino Vieira est né au Portugal, mais ses parents se sont installés en Angola alors qu'il n'avait que 3 ans. Il a grandi et fait ses études à Luanda. Il s'est engagé politiquement en faveur de l'indépendance de l'Angola, dont il détient aujourd'hui la citoyenneté. Cet engagement lui a valu d'être emprisonné par la PIDE (Police politique portugaise sous le régime fasciste) en 1959, puis en 1961 et condamné à 14 ans de prison. En 1964, il a été transféré en 1964 au camp de Tarrafal, où il a passé huit ans, il a été libéré en 1972, et placé sous surveillance contrôlée à Lisbonne.



Il est membre fondateur de l'Union des Ecrivains Angolais, dont il a été secrétaire général depuis la fondation, le 10 décembre 1975, jusqu'en 1992.



En 2006, on lui attribua le prix Camões, la plus grande des distinctions littéraires lusophones. Il le refusa, argumentant des raisons "intimes et personnelles", puis expliqua qu'il se considérait comme un écrivain mort, se dédiant désormais à l'agriculture et n'écrivant plus.

Il a pourtant encore publié deux livres en 2006.



Prix :

– Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores (Prémio Camilo Castelo Branco) (1965)

– Prémio Sociedade Cultural de Angola (1961)

– Casa dos Estudantes do Império – Lisboa (1963)

– Prémio Mota Veiga (1963)

– Associação de Naturais de Angola (1963)

– Prémio Camões (2006)



Bibliographie :

Nouvelles

A cidade e a infância, 1957; 1986

Duas histórias de pequenos burgueses, 1961

Luuanda, 1963; 2004

Vidas novas, 1968; 1997

Velhas histórias, 1974; 2006

Duas histórias, 1974

No antigamente, na vida, 1974; 2005

Macandumba, 1978; 2005

Lourentinho, Dona Antónia de Sousa Neto & eu, 1981; 1989

História da baciazinha de Quitaba, 1986

Romans

– A vida verdadeira de Domingos Xavier, 1961; 2003

João Vêncio. Os seus amores, 1979; 2004

Nosso Musseque, 2003

Nós, os do Makulusu, 1974; 2004

O Livro dos Rios (1º vol. de la trilogie De rios velhos e guerrilheiros), 2006

O Livro dos Guerrilheiros (2º vol. de la trilogie De rios velhos e guerrilheiros), 2006

Jeunesse

A guerra dos fazedores de chuva com os caçadores de nuvens. Guerra para crianças, 2006

Autres

– Kapapa: pássaros e peixes, 1998

À espera do luar, 1998



(Tiré de Wikipedia, l'encyclopédie libre)

English


José Luandino Vieira (born José Vieira Mateus da Graça on May 4, 1935) is an Angolan writer of short fiction and novels.



Vieira was born in Lagoa de Furadouro, Ourém, Portugal and was Portuguese by birth and ethnicity, but his parents immigrated to Angola in 1938 and he grew up immersed in the African quarters (musseques) of Luanda. He wrote in the language unique to the musseque, a fusion of Kimbundu and Portuguese. He left school at the age of fifteen and worked as a mechanic. He was devoted to Angolan independence, resulting in his arrest in 1961 after an interview with the BBC in which he disclosed secret lists of deserters from the Portuguese army fighting in Africa. He would remain in jail for eleven years.



Vieira's works often followed the structure of the African oral narrative and dealt with the harsh realities of Portuguese rule in Angola. His best-known work was his early short story collection, Luuanda (1963), which received a Portuguese writers' literary award in 1965, though it was banned by the Portuguese government until 1974 due to its examination of the oppressiveness of the colonial administration in Angola. His novella A vida verdadeira de Domingos Xavier (The Real Life of Domingos Xavier; 1974) portrayed both the cruelty of the Portuguese administration and the courage of ordinary Angolans during the colonial period.



Vieira also served as secretary-general of the Union of Angolan writers, and in that capacity helped get the works of other Angolan authors and poets published.



Vieira turned down the 100,000 Euros Camões Literary Prize awarded to him in May 2006.




Prizes, awards:

– Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores (Prémio Camilo Castelo Branco) (1965)

– Prémio Sociedade Cultural de Angola (1961)

– Casa dos Estudantes do Império – Lisboa (1963)

– Prémio Mota Veiga (1963)

– Associação de Naturais de Angola (1963)

– Prémio Camões (2006)



Bibliography:

Short-stories

A cidade e a infância, 1957; 1986

Duas histórias de pequenos burgueses, 1961

Luuanda, 1963; 2004

Vidas novas, 1968; 1997

Velhas histórias, 1974; 2006

Duas histórias, 1974

No antigamente, na vida, 1974; 2005

Macandumba, 1978; 2005

Lourentinho, Dona Antónia de Sousa Neto & eu, 1981; 1989

História da baciazinha de Quitaba, 1986

Novels

– A vida verdadeira de Domingos Xavier, 1961; 2003

João Vêncio. Os seus amores, 1979; 2004

Nosso Musseque, 2003

Nós, os do Makulusu, 1974; 2004

O Livro dos Rios (1º vol. of the trilogy De rios velhos e guerrilheiros), 2006

O Livro dos Guerrilheiros (2º vol. of the trilogy trilogia De rios velhos e guerrilheiros), 2006

Juvenile

A guerra dos fazedores de chuva com os caçadores de nuvens. Guerra para crianças, 2006

Others

– Kapapa: pássaros e peixes, 1998

À espera do luar, 1998



(From Wikipedia, the free encyclopedia)

Português


Português de nascimento, passou a juventude em Luanda, onde concluiu os estudos secundários.



Durante a Guerra Colonial, combateu nas fileiras do MPLA, contribuindo para a criação da República Popular de Angola.



Detido pela PIDE, pela primeira vez em 1959, foi um dos acusados do Processo dos 50, acabando condenado a catorze anos de prisão, em 1961. Antes disso a Sociedade Portuguesa de Escritores, então presidida por Jacinto do Prado Coelho, atribuiu-lhe o Grande-Prémio de Novela Camilo Castelo Branco, pela sua obra Luuanda. Depois de os principais jornais do país noticiarem o galardão, a Direcção dos Serviços de Censura detectou a gaffe política e proibiu qualquer referência ao prémio sem um enquadramento crítico face ao escritor, aos membros do júri e da própria SPE, que viria a ser extinta a 21 de Maio de 1965.

Na sua edição de 23 de Maio, o Jornal do Fundão noticiou os prémios, elogiando fortemente os vencedores, incluindo Luandino, e recusando qualquer referência ao estatuto criminal do escritor. O periódico foi suspenso durante seis meses, multado, a sua caução aumentou exponencialmente e foi obrigado a apresentar as provas à delegação de Lisboa dos Serviços de Censura e não de Castelo Branco. Só viria a retomar a normalidade no final de Novembro de 1965, após exposições do director ao Presidente do Conselho.

Em 2009, numa rara entrevista concedida ao jornal Público, Luandino confidenciou que as notícias do prémio chegaram tardiamente ao Tarrafal, pois o director do campo de detenção retardou a informação. Como o escritor estava impossibilitado de candidatar a obra, bem como o seu editor, foi com surpresa que percebeu que a obra fora, mesmo assim, distinguida, graças à intervenção do crítico literário Alexandre Pinheiro Torres.



Luandino Vieira cumpriu a pena de prisão no Campo do Tarrafal, em Cabo Verde, regressando a Portugal em 1972, com residência vigiada em Lisboa. Viria a trabalhar com o editor Sá Costa até à Revolução de Abril.



Em 1975 regressou a Angola. Ocupou os cargos de director da Televisão Popular de Angola (1975-1978), director do Departamento de Orientação Revolucionária do MPLA (1975-1979) e do Instituto Angolano de Cinema (1979-1984). Foi co-fundador da União dos Escritores Angolanos, de que foi secretário-geral (1975-1980 e 1985-1992), e secretário-geral adjunto da Associação dos Escritores Afroasiáticos (1979-1984).



Na sequência das eleições de 1992, e do reinício da guerra civil angolana, regressou a Portugal. Radicou-se no Minho Vila Nova De Cerveira, onde vive em isolamento na quinta de um amigo, dedicando-se à agricultura.



Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior galardão literário da língua portuguesa. Luandino recusou o prémio alegando, segundo um comunicado de imprensa, «motivos íntimos e pessoais». Entrevistas posteriores, sobretudo ao Jornal de Letras, esclareceram que o autor não aceitara o prémio por se considerar um escritor morto e, como tal, entendia que o mesmo deveria ser entregue a alguém que continuasse a produzir. Ainda assim publicou dois novos livros em 2006.

 


Prémios:

– Grande Prémio de Novelística da Sociedade Portuguesa de Escritores (Prémio Camilo Castelo Branco) (1965)

– Prémio Sociedade Cultural de Angola (1961)

– Casa dos Estudantes do Império – Lisboa (1963)

– Prémio Mota Veiga (1963)

– Associação de Naturais de Angola (1963)

– Prémio Camões (2006)



Bibliografia:

Contos

A cidade e a infância, 1957; 1986

Duas histórias de pequenos burgueses, 1961

Luuanda, 1963; 2004

Vidas novas, 1968; 1997

Velhas histórias, 1974; 2006

Duas histórias, 1974

No antigamente, na vida, 1974; 2005

Macandumba, 1978; 2005

Lourentinho, Dona Antónia de Sousa Neto & eu, 1981; 1989

História da baciazinha de Quitaba, 1986

Romances

– A vida verdadeira de Domingos Xavier, 1961; 2003

João Vêncio. Os seus amores, 1979; 2004

Nosso Musseque, 2003

Nós, os do Makulusu, 1974; 2004

O Livro dos Rios (1º vol. da trilogia De rios velhos e guerrilheiros), 2006

O Livro dos Guerrilheiros (2º vol. da trilogia De rios velhos e guerrilheiros), 2006

Infanto-juvenil

A guerra dos fazedores de chuva com os caçadores de nuvens. Guerra para crianças, 2006

Outras

– Kapapa: pássaros e peixes, 1998

À espera do luar, 1998



(Tirado de Wikipedia, a enciclopedia livre)
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